Conheça os EPIs da Gestão de Pessoas na Casarão Imóveis 4


Arrisco dizer que os Equipamentos de Proteção Individual, EPIs, nunca tiveram uso tão universal quanto neste contexto de pandemia. Chaves, carteira e celular subitamente passaram a ser acompanhados de luvas, protetores faciais, máscaras e frascos de álcool gel.

Itens absolutamente necessários para conviver com os desafios impostos pela Covid-19, mas não os únicos. 
Na Casarão, estivemos atentos ao que internamente tratamos como as 3 saúdes: saúde física (à qual se dedicam os EPIS já citados), saúde mental e psicológica e saúde/sustentabilidade da empresa. Todas interdependentes e vitais.

Para preservar essas “saúdes”, nossa primeira descoberta foi a importância de simplificar. Aceitamos o convite para olhar pro que é essencial, não permitimos que o cenário incerto nos paralizasse e repetimos constantemente a pergunta: 

Como podemos fazer isso de forma mais simples, rápida e genuína? 

Foi assim que voltamos nosso olhar a alguns “equipamentos” e acrescentamos reforços importantes em nosso kit de EPIs.


Os EPIs da Casarão: Escuta, Comunicação Transparente e Afeto

Escuta:

Na Casarão somos calorosos, gostamos dos espaços de fala em que podemos contribuir e também pedir ajuda. A necessidade de colocarmos toda equipe em trabalho remoto nos tomou a facilidade da presença física entre colegas e também entre colaborador e gestão de pessoas. 

Poderíamos atender à tendência natural de tirarmos conclusões baseados em nossos pontos de vista. Contudo, sabíamos dos perigos de não fazer perguntas e agirmos de acordo com as nossas suposições. 

Cada colaborador estava vivenciando uma situação muito individual. O trabalho remoto poderia ser confortável, desafiador, solitário, estimulante ou até mesmo penoso, e para desenvolvermos o trabalho de gestão de pessoas era fundamental compreender a pluralidade dos desafios que nossa equipe estava enfrentando. 

Inicialmente estabelecemos uma rotina de conversas por vídeo com as lideranças, conversas nas quais negociamos juntos e encontramos alternativas relacionadas à necessidade de férias, por exemplo, em alguns setores – medida necessária para preservarmos a saúde/sustentabilidade da empresa, como mencionado anteriormente. 

Esse modelo de conversas com as lideranças se mostrou satisfatório mas com o avançar da quarentena precisávamos alcançar de forma direta um maior número de pessoas para obter uma imagem mais realista dos desafios da nossa equipe. 

Criamos então o “Termômetro da quarentena”, um questionário enviado regularmente a todos os colaboradores da Casarão com a intenção de ampliar a nossa escuta a partir do “fazer perguntas”. Inspirado na Comunicação não violenta, o formulário convidava o colaborador a expressar qual sentimento predominava no início do seu dia de trabalho e qual o acompanhava ao final desse dia. 

Ofertamos também um campo de “Pergunte à direção” cujas perguntas foram respondidas em vídeos feitos pessoalmente pelo Presidente e pelo CEO da Casarão.

A partir dos espaços de escuta criados, acolhemos angústias, incentivamos a autenticidade e a espontaneidade e obtivemos insumos para planejar ações diretas nas “dores” da nossa equipe e que contribuíram para gerar mais confiança e segurança.

Comunicação transparente:

Entendemos que o que não é comunicado nas organizações dá oportunidade para ser fantasiado. O potencial criativo de nossas mentes é aguçado em situações de incerteza como uma pandemia com impacto econômico tão negativo. Sabendo disso, nosso cuidado foi manter a equipe da Casarão sempre atualizada sobre as decisões da gestão e transmitir informações da forma mais transparente possível. 

Fizemos isso de maneira simples, rápida e genuína, os requisitos da nossa pergunta norteadora já trazida. 

Convidamos fundador, presidente e CEO a fazerem áudios e vídeos, com seus próprios celulares, numa linguagem próxima e realista. 

João Pedro Neves – CEO e Luis Otávio Neves – Presidente

Não tínhamos as respostas para muitas das dúvidas: “Quando isso vai passar?” “Quando poderemos voltar para a imobiliária?” mas estava ao nosso alcance expor essa vulnerabilidade e garantir que manteríamos o compromisso de zelar pelas 3 saúdes

Com essa estratégia simples, sem nenhum custo, experimentamos o poder da comunicação transparente como recurso para reduzir o estresse em ambientes de incerteza. Recebemos feedbacks positivos e os efeitos foram medidos nos Termômetros da Quarentena seguintes.

Afeto:

Os “EPIs” escuta e comunicação transparente nos deram subsídios para compreender as fases de adaptação da equipe à realidade trazida pelo Coronavírus. Identificamos e atendemos necessidades de suporte instrumental (material, equipamento, ferramentas) e suporte emocional. Mas ouso dizer que nenhuma dessas ações teria sido bem sucedida sem este “Equipamento de Proteção” tão especial: o afeto. Ele esteve presente em cada etapa. 

Foi com afeto que no primeiro mês de quarentena evitamos dar desafios à equipe e nos concentramos em oferecer o máximo de apoio e acolhimento – o ambiente externo por si só já estava suficientemente desafiador – precisávamos investir em otimismo e na percepção de auto-eficácia, na crença de cada colega de ser capaz de superar a adversidade.

Também foi com atenção afetuosa que detectamos a necessidade de Reconhecimento. Sentimos na equipe um “pedido” por notícias boas. Aqui cabe dizer que na Casarão acreditamos que reconhecer e celebrar os acertos não significa negar as dificuldades, mas colocá-los em um cenário mais amplo e equilibrado. Um contexto em que se pode ver que, por mais desafiador que seja o cenário, se olharmos com generosidade haverá sempre mais coisas certas que erradas. 

Foi a partir dessa demanda que adaptamos o nosso Correio de gentilezas, um projeto já consolidado no qual temos envelopes nos setores onde os colegas podem deixar bilhetes apreciativos uns aos outros. 

Criamos uma figurinha para WhatsApp com o logo do projeto e estimulamos que passassem a trocar áudios apreciativos assim como antes faziam com os bilhetes. Uma ação simples e novamente sem custo, capaz de desencadear emoções positivas e oferecer ao cérebro, de quem envia e de quem recebe, doses de dopamina e serotonina, nosso almejado “bem-estar”.

Por fim, no dia em que fomos autorizados a retomar as atividades presenciais parcialmente, lá estava ele, o “afeto” entre os nossos EPIs. Entregamos o kit básico com luvas, máscaras, protetor facial, mas não só. Havia também uma carta assinada pessoalmente pela direção e uma plantinha, um toque de vida.

A jornada tem sido desafiadora. Aprendemos que quando não se tem controle ou garantias sobre uma situação, cresce a necessidade de se estar presente e foi o que a Casarão buscou fazer.

A Pandemia vai passar, o álcool gel provavelmente voltará ao seu lugar nas prateleiras, mas alguns “EPIs” que experimentamos serão cada vez mais desenvolvidos e presentes na Casarão. 

E você, também personalizou e incrementou seu kit de EPIs para atravessar a Pandemia? Compartilha com a gente!


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